quarta-feira, maio 18, 2005

ALMA MATER

Parece intrinseco à condição de humano o querer unir-se a qualquer coisa que lhe seja próxima. Busca incessante, demanda solitária e questão fulcral no sentido que cada um pretende percorrer.

Perseguindo esse propósito, que podemos classificar de experiência quase religiosa, a centelha individual que nos anima pressente uma origem comum que nos escapa. Esse começo único insiste em enconder o seu desenho revelando apenas um singelo contorno que a nada mais se assemelha além de sombra.

Rodeados de ruídos diversos, diversões bem executadas e espiritos inseguros navega-se moribundo pelos mares de sargaços, afundados no desânimo nefasto e infectado de solidão.

Montados de seres humanos habitam as cidades e por todo o lado pintam a indiferença com pigmentos de medos expressos com intransigente arrogância “criando” conflitos irresolúveis numa longa marcha sobre o ribombar dos estimulos gerados e desenvolvidos com foco no desperdicio.

Alinhados na rotina diária e interconectados pela necessidade de criar um sustento progridem em formação como um exército de almas penadas onde a vontade domada e replicada se desenrola inanimada pela cronologia individual.

Não ousam questionar, interpretar ou sequer olhar. Comunicar exige empenho demasiado grande que mereça atenção e assim se reduzem os diálogos a monólogos, as sinfonias a gemidos e os mestres a déspotas tutores empenhados em castigar os espiritos ávidos de conhecimento.

Assim se altera a paisagem construída que se apaga debaixo do punho do mercado. Altera-se assim o futuro que não se permite a omitir os muitos passados que mediante vários estratos moldaram o presente. Perdem-se os legados que são fio condutor e balizador dado que se desconhece como navegar sem ponto fixo.

A própria comunicação assume um papel contrário à sua natureza e veta verdades absolutistas que iluminam as sociedades.

Alma Mater. Alma e Matéria reunidas numa única entidade mas distantes como galáxias entre si ou até universos inteiros. Nasce-se independente de razões, crenças ou ideologias mas num diálogo de corpo e espirito que aos poucos dissociamos e desaprendemos, através da educação, experiência familiar e profissional, que devemos combater, numa guerra sem vencedores onde o troféu é o emsombramento do eu singular que habita em nós.

Esse ponto fundo onde a Alma e a Matéria se unem numa única verdade e que, quando bem sucedida, forja as pessoas de quem gostamos, respeitamos e queremos igualar.

Tão simples de descrever mas, para muitissimos, impossivel de obter.



4 Comments:

Anonymous lfernandes_28 said...

Estranha esta tua forma de comunicar, desculpa se vou dizer algo que te possa ofender ou magoar, mas pareces-me uma pessoa muito solitária, com medo de enfrentar o mundo cá fora, que se refugia nas palavras, apesar de dizer algumas verdades naquilo que escreve, não sei se efectivamente sente o que escreve.

1:43 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

...todos nós nascemos com corpo e alma (...em perfeita simbiose). No entanto a sociedade materialista na qual estamos inseridos transforma-nos nuns "desalmados" egocentristas incapazes de ver o mundo que nos rodeia ... que desperdicio de "vidas"...Será que vale a pena viver?
Ana paula Dias

4:49 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

...falas bem mas...apenas falas. Sentirás, mesmo aquilo que descreves?
ou és apenas um ser só, um ser com medo da vida, da realidade e que vive uma fantasia da realidade

1:17 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Faith!!

"Nada me pode deter!
A força de Deus em mim é o meu passaporte para a felicidade que desejo!
Nenhum obstaculo ou impecilho pode barrar os meus passos!
Tudo contribui para a minha alegria e para o meu sucesso !
Todas as coisas,animadas ou inanimadas perto ou distantes de mim,actuam em meu favor,abrindo os meus caminhos para a vitoria!"

"Espero que uses este comment como lema..."

Estarei sempre na primeira fila para aplaudir de pe cada vitoria
mas tambem lá estarei quando as coisas correrem menos bem

5:29 da tarde  

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